Crianças e adolescentes começam a utilizar a internet cada vez mais cedo. Seja com o uso de dispositivos móveis, como smartphones e tablets, ou em outros aparelhos eletrônicos, como o computador ou notebook. O fato é que eles sabem muito bem o que estão fazendo quando o assunto é tecnologia.

No entanto, a inocência dos pequenos os impede de discernir certos perigos, como por exemplo o abuso sexual. No Brasil, o canal oficial de denúncias do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos – IDH, reportou 203.275 casos de violência sexual contra crianças e adolescentes entre 2011 e 2017.

O número assusta, mas estima-se que o valor não representa nem 10% da realidade vivida por milhares de jovens brasileiros. É por isso que não podemos baixar a guarda. Como pais ou responsáveis é preciso conscientizar as crianças sobre abuso sexual e, às vezes, ir mais fundo ainda, instalando um aplicativo espião no celular do seu filho.

Combate ao abuso sexual de crianças no Brasil

Crianças vulneráveis à intimidações sexuais já virou um problema alarmante. Os meninos geralmente são negligenciados quando o assunto é abuso e exploração. É evidente que as meninas são as vítimas primárias, mas garotos também padecem dessa ameaça universal.

Combate ao abuso sexual

Apesar do problema, um relatório das fundações World Childhood e Oak, que ajudam no combate ao assédio infantil, aponta o Brasil como 11º colocado no ranking de combate a abuso e exploração sexual de crianças e adolescentes. O documento avaliou diversos quesitos, entre eles estão:

  • a segurança e a estabilidade de cada nação;
  • legislação referente à proteção às crianças;
  • as políticas dos governos acerca do tema;
  • o engajamento da população e da mídia sobre o assunto.

Mesmo com os avanços, o problema ainda é real. O pior é que as crianças geralmente aguentam tudo em silêncio, pois não compreendem que estão sendo vítimas de abusos.

Os casos acontecem bem debaixo do seu nariz

A maioria dos casos de violência ou abuso sexual acontece em casa. Nos boletins divulgados pelo Ministério da Saúde, a grande parcela dos agressores são pessoas do convívio familiar, como pais, irmãos, avôs, primos, tios ou amigos próximos e vizinhos.

Os abusos também podem ocorrer com professores, dentro de escolas ou outras instituições frequentadas pelas crianças. Além disso, em famílias onde os pais são divorciados, a quantidade de relatos também vem aumentando.

Fique atento aos sinais que a criança mostra:

  • mudanças súbitas de comportamento
  • proximidade em excesso com certos adultos
  • interesse de cunho sexual incompatíveis com a idade
  • frequência ou baixo rendimento escolar
  • isolamento social e timidez exagerada
  • medo exagerado de adultos ou contato físico
  • tentativas de auto agressão
  • problemas alimentares
  • traumatismos físicos, DSTs e gravidez

Negligência ou superproteção?

Estamos nos aproximando de um mundo no qual a vigilância dos pais se torna uma obrigação em vez de uma opção.

Não estou falando de um monitoramento doentio de pais dominadores, não é nada disso. Mas sim, a supervisão e o apoio emocional necessários para que a criança não fique vulnerável.

O problema é que para prosseguir com o crime, o agressor faz ameaças físicas e mentais, além de chantagens, construindo assim, uma boa relação com o abusado. Dessa forma, os pais desenvolverem consentimento e confiança com a criança pode ser mais difícil. Mas não é impossível!

Lembre-se que quando uma criança sofre abuso sexual na infância, essa pessoa tem maiores propensões a desenvolver depressão, estresse pós traumático e ansiedade, fora outros distúrbios seríssimos.

Como saber se meu filho sofreu abuso sexual?

Para saber se seu filho vem sofrendo qualquer tipo de violência sexual você pode – e deve – usar destes métodos:

Método 1 – A conscientização é o melhor remédio

Explique o que é o abuso, que suas partes íntimas não devem tocadas e que o pequeno não deve se calar diante de qualquer comportamento estranho. Incentive o seu filho a conversar com você.

Já passou da hora de quebrar o tabu sobre a ideia que falar sobre sexualidade com crianças é o mesmo que ensiná-las a ter relação sexual.

Método 2 – Procure pistas

Você também pode conversar com os amigos do seu filho ou com professores e diretores da escola para apurar mais pistas.

Não se esqueça de ficar atendo aos sinais descritos anteriormente. Eles são chave fundamental para levantar as primeiras suspeitas. Além disso, nunca puna, critique ou castigue o pequeno sobre coisas relacionadas ao seu corpo.

Método 3 – Instale um aplicativo espião

Se nada disso funcionar, você pode instalar o aplicativo espião mSpy no dispositivo móvel do seu filho. O monitoramento digital está se tornando comum entre pessoas que se consideram atentas aos limites de seus entes queridos.

Com o mSpy os pais podem, desde rastrear aqueles com quem os filhos se comunicam, bisbilhotar suas contas nas redes sociais até verificar suas localizações. Isso vai ajudar você a identificar, inclusive, quem é o agressor, ou se alguém vem se comunicando de forma impróprio com o pequeno.

mspy para combate abuso

A prevalência do rastreamento dos pais é o resultado lógico de uma época em que as crianças passam a maior parte de suas vidas no mundo digital. O mSpy é uma das  ferramentas para controlar o acesso a eles por razões de saúde e segurança.

Baixar App para Combate ao Abuso

Confirmei o abuso, o que fazer agora?

A primeira coisa a fazer é denunciar o crime. Vá até a delegacia de polícia mais próxima ou use o canal Disque 100. O Disque Direitos Humanos, consiste no serviço responsável para a proteção de crianças e adolescentes com foco em violência sexual.

Eles ajudarão a encaminhar e monitorar as denúncias de violação de direitos humanos desses jovens. Disque gratuitamente o número 100 do seu telefone ou envie um e-mail para [email protected].

Outra prioridade indispensável é oferecer auxílio psicológico. Existem muitos profissionais especializados em violência e abuso sexual infantil. Não deixe de buscar ajuda, não só para o pequeno, mas também para você que está no papel de pai ou responsável.

Finalmente, quando a criança falar, jamais desacredite dela. É fundamental, restabelecer a confiança e a segurança para com o filho, pois, independente de como você ficar arrasado, eles precisam acreditar que tudo ficará bem e, principalmente, que a culpa NUNCA é delas.